Sobre este lugar — e sobre quem escreve nele
Você não chegou aqui por acaso.
Existe um tipo de leitor que não busca entretenimento fácil. Que não quer ser distraído — quer ser atravessado. Que abre um texto não para passar o tempo, mas para encontrar ali alguma coisa que mora dentro dele e ainda não tinha nome.
Se você é esse tipo de leitor, bem-vindo ao kduborges.com.br.
O que é este lugar?
Este blog não tem nicho de mercado. Não tem estratégia de monetização. Não foi construído para rankear no Google nem para viralizar nas redes.
Foi construído porque palavras precisam ser ditas, precisam sair, pois, se não, se perdem.
Aqui você vai encontrar versos e prosa — às vezes separados, às vezes tão misturados que nem eu sei onde um termina e o outro começa. Poesia que não pede licença. Crônicas que observam o cotidiano com um olhar levemente torto. Ensaios sobre livros, leitura e a estranha necessidade humana de transformar experiência em linguagem.
E livros. Muitos livros — não resenhas acadêmicas nem listas de recomendação, mas conversas honestas sobre o que certas obras fizeram com quem as leu. O que abriram. O que deslocaram. O que ficou depois que a última página virou.
A literatura como forma de existir é o fio que atravessa tudo que escrevo. O fascínio pela palavra precisa, pela frase que para o tempo, pelo parágrafo que você lê três vezes não porque não entendeu — mas porque não quer que acabe.
Quem escreve aqui
Me chamo KduBorges.
Sou escritor da forma mais inconveniente possível, não por profissão, mas por necessidade, escrevo desde antes de saber que isso tinha nome.
Descobri cedo que a linguagem era o único instrumento capaz de dar forma ao que vivo por dentro: as obsessões, as perguntas, a beleza perturbadora das coisas simples que ninguém para para descrever.
Cresci lendo os que ousaram levar as palavras a sério: Poe, Kafka, Clarice, Cortázar, Borges, Drummond, Manoel de Barros, aprendi com eles que a literatura mais poderosa não é a que explica, é a que evoca, que não resolve, que inquieta, que não conforta, que acorda.
Carrego esses nomes como mapas para um território que cada um precisa percorrer sozinho.
Não tenho um estilo único porque acredito que o estilo se encontra, não se escolhe, ás vezes escrevo em verso porque a prosa não aguenta o peso do que precisa ser dito; outras vezes é a prosa, porque o verso seria ornamento demais para uma verdade tão nua, ás vezes nenhum dos dois explica e é exatamente aí que a coisa fica mais interessante.
O que você vai encontrar aqui
Versos — poemas que nascem de imagens, de silêncios, de coisas que vi e não soube dizer de outro jeito.
Prosa — contos, crônicas e narrativas curtas que habitam o espaço entre o cotidiano e o que o cotidiano esconde quando ninguém está olhando.
Sobre livros — reflexões sobre obras, autores e leituras que deixaram marca. Não crítica literária — conversa. A diferença entre quem analisa um livro e quem foi alterado por ele.
Ensaios — pensamentos mais longos sobre escrita, linguagem, criação e o ofício de tentar dizer com precisão o que é, por natureza, impreciso.
Uma última coisa:
Este blog é lento. Publica quando tem algo real a dizer. Não segue calendário editorial, não corre atrás de tendências, não produz conteúdo — escreve textos.
Há uma diferença enorme entre as duas coisas, e eu escolhi ficar do lado menos lucrativo e mais honesto dessa diferença.
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Se quiser conversar, minha caixa de e-mail está aberta. Leio tudo.
Obrigado por estar aqui.
KduBorges
