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  • Prosa 25 maio 2026 2 min de leitura

    Kduborges — Em Versos e Prosa.

    [email protected] 25 de maio de 2026 , , , ,

    Kduborges — Em Versos e Prosa.

    Este espaço não é apenas um blog, é um sonho antigo que ganhou forma, pixel e coragem.

    Aqui, cada verso que nasce é semente, e cada prosa, um pedaço do meu chão. Quero ser mais do que autor, quero ser interlocutor…

    Quero estender uma ponte feita de palavras, onde o meu sentir possa encontrar o seu, pois de que vale um chão, por mais firme que seja, se ninguém caminha sobre ele?

    E que destino tem a semente se não encontra terra fértil no olhar de quem a lê?

    Este lugar, portanto, não é um palco, mas uma mesa, uma mesa posta com as crônicas do dia a dia, com as inquietações que nos tiram o sono e com a beleza teimosa que insiste em brotar nas frestas do concreto.

    A prosa é a nossa toalha estendida, o pão que se reparte; o verso é o vinho, a pequena celebração, a vertigem que nos lembra que a vida é também mistério e melodia.

    E por isso, as palavras aqui se despem de armaduras; elas se apresentam como são:

    Não quero a palavra que ecoa sozinha,

    Solitária e fria, num salão de mármore.

    Quero as palavras que se fazem vizinhas,

    Que me bate à porta, me empresta uma xícara de alma.

    Não busco o verso de impecável métrica,

    Que se admira à distância, intocável e mudo.

    Busco o verso que tropeça, a frase assimétrica,

    Que carrega a cicatriz e a verdade de tudo.

    Que a minha prosa seja o chão seguro,

    Onde o seu passo encontre algum repouso.

    E que o meu verso seja o céu, o obscuro.

    Que se ilumina num instante, precioso.

    Pois sou autor somente no começo,

    No instante em que a palavra semeia.

    Mas é na sua leitura que floresço,

    E a nossa troca faz a colheita cheia.

    Portanto, sinta-se em casa, puxe a cadeira e fique à vontade para concordar, discordar, acrescentar.

    Traga o seu próprio chão, as suas próprias sementes; este espaço só se completa com a sua presença, pois um interlocutor não existe sem o milagre do outro.

    E é para esse encontro que as palavras nasceram.

    Prosa